<$BlogRSDUrl$>

3.10.03

O ensino sempre foi um dos calcanhares de aquiles dos governos. Propinas, concursos, financiamentos, bolsas... nada parece querer funcionar como deveria.
E a culpa é da falta de organização característica dos portugueses.
Se as coisas estivessem organizadas, interligadas, com gente competente a tratar dos vários assuntos, seria tudo mais fácil. Dão-se bolsas a alunos que têm muito dinheiro (tive um colega de casa que o pai é dono de uma oficina, e recebia 30 contos por mês!!!), pede-se mais dinheiro a quem tem menos, favorecem-se a criação de elites de professores em que os outros são postos de parte (entenda-se por outros aqueles que têm algum respeito pelos alunos e os tentam ajudar ao máximo)...
Se houvesse um cruzamento de informação com as finanças, muita coisa seria automaticamente melhorada. Mas acredita-se em todos os papelinhos!...
A Universidade de Évora é um caso de grandes falhas no sistema. Tanto pelo que disse, como por aspectos como as instalações se estarem a degradar, gasta-se dinheiro onde não se deve, a maioria dos departamentos funciona mal (principalmente ecologia)... houve mesmo uma fase em que a Universidade não tinha papel para fotocópia! Mas no entanto, a sala de actos tinha umas cadeiras de 20 mil contos!
Primeiro a tradição, depois a qualidade!
E Évora não é a que está pior! Venham a UTAD e outras para o grupo.
Não será necessário um bom equilibrio quantidade-qualidade? Isso só com grandes reformas no sistema... e não falo no de propinas. O ensino deveria ser tendencialmente gratuíto para a população de qualificar. Assim, cada vez mais gente ficará de fora. E o curso onde estive, passou de 180 candidatos para 60 em dois anos apenas.
Algo vai muito mal, não?


demitiu-se...? 

Ohhh... cutxi cutxi cutxi. não fica triste! amanhã há mais...!


pim pam pum 

caiu a tampa dentro do copo


2.10.03

Não sei se entendi bem a notícia dos telejornais, pois já apanhei a conversa a meio... andam a favorecer filhas de ministros na entrada para a Universidade de Medicina?

Então favoreçam-me a mim com uns milhares de Euros que bem preciso. E favoreçam quem não entra em medicina e nos outros cursos.

Mas favoreçam mais quem entra. Esses sim, coitados! Ao que estão sujeitos!


Muda-se o nome, deixam-se as vontades! EsteMeuMundo que é de todos anda meio podre. O meu pipi (salvo seja) é que tem razão... a começar por nós, está mesmo tudo a descarrilar!...


o que é eterno morre connosco 

O mundo... misto de coisas eternas e coisas que o não são.
O mar... ouvimo-lo, relaxamos, e deixamos essa mágica herança para os nossos filhos e netos. Algo que já o nosso avô tinha feito.
Nesse mar flutua, ainda, um velho barco de madeira. A arte de anos de saber colocada em pedaços de madeira presos uns aos outros.
A água tomará conta dele.
O velho mestre que o construiu já tem o coração fraco. O coração de uma vida. Alimentou o corpo de um jovem com mãos de oiro. Mãos trémulas que já não criam mais viajantes do mar.
Largos meses para a perfeição. Escolher a madeira e prepará-la como se peças de um puzzle se tratassem, juntando-se harmoniosamente num todo. Dias a martelar, horas a pintar, minutos eternos a deslumbrar.
Perto da costa irá partir. Viverá enquanto o mar o quiser e a madeira deixar. Mas tão eterno como o mar que o sustenta ele será... pelo menos na lembrança do seu criador.
Até que a sua eternidade termine...


This page is powered by Blogger. Isn't yours?